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10 mulheres que mudaram a História


1 - Teresa Tshikaba

Primeira escritora afro-hispânica em Castelhano, a irmã Teresa Juliana de Santo Domingo, princesa da Guiné trazida à Espanha como escrava. Inicialmente rejeitada por muitos conventos, quando finalmente conseguiu ingressar no Convento das Terciárias da Madalena sofreu ainda grande discriminação. Seu exemplo mexeu muito com Salamanca: ao fim de sua vida, nos conta Baltasar Fra Molinero, a população tratou seus objetos pessoais como relíquias, tal sendo a fama de sua santidade que cada conta de seu rosário foi tratada como peça única cobiçada.

2 - Gianna Berreta Molla

Médica da diocese de Milão, dedicava-se com fervor ao auxílio das mães, das crianças, dos idosos e dos pobres. Mãe de quatro filhos, durante o parto de seu último, ao ser confrontada com um fibroma no útero que a colocou na posição de ter de escolher entre sua vida e a da criança, exigiu que a vida de seu bebê fosse preferida. Sua morte causou grande comoção, e até hoje suas cartas de amor ao seu (à época) noivo, o engenheiro Pietro Molla, são publicadas até hoje como exemplo de um amor santo.

3 - Maria Gaetana Agnesi

Em meados do ano 1727 uma menininha de nove anos de idade fazia um discurso em latim em favor do ensino de alta qualidade para mulheres. O discurso não havia sido escrito por ela, mas ela o declamou sem precisar de notas escritas, em uma audiência acadêmica organizada por seu pai. Vinda de uma família rica, com outros vinte e dois irmãos, essa menina aos treze anos já dominava Grego, Hebraico, Francês, Espanhol e Alemão (além do italiano sua língua materna). Matemática e Linguista, foi autora da primeira tradução francesa dos Principia de Isaac Newton, por volta de 1750 foi convidada para ocupar uma cadeira na universidade de Bolonha, visto que já tinha escrito obras profundíssimas sobre Matemática Analítica. Após a morte de seu pai, essa menina que por causa dos pedidos dele havia desistido de ser freira, entra em um convento e passa os últimos anos de sua vida ajudando os pobres doentes.

4 - Hildegarda de Bingen

Teóloga, Poetisa, Dramaturga, Naturalista, Pregadora, Compositora e Abadessa germânica do século XII. Afrontou por meio de cartas o imperador Frederico Barbarossa quando este se declarou hostil ao Papa, nomeou antipapas e atacou conventos. O Walhalla Memorial em Ratisbona, réplica do partenon que abriga estátuas de heróis nacionais alemães (como Mozart e Goethe) tem uma estátua dela. Existem duas sociedades. internacionais dedicadas ao estudo de sua vida e obra, além de prêmios com seu nome para homenagear desde medidas sanitárias até a promoção do diálogo entre homens e mulheres. Até hoje suas descobertas científicas são usadas nas Universidades. Curiosidade: ela inventou um idioma, a Língua Ignota.

5 - Hosokawa Tama Gracia

No período Edo, a filha do nobre japonês Akechi Mituhide, quando este assassinou seu superior, teve de se refugiar nas montanhas da península de Tango, pois era perseguida como filha de um traidor. Ao ouvir a pregação do Irmão Takai Cosme, ela disputou com ele, confrontando doutrinas católicas sobre a imortalidade da alma com a doutrina Zen. O irmão Cosme disse que nunca havia disputado com uma mulher de compreensão religiosa tão profunda. Tama e suas servas estudavam avidamente a doutrina kirishitan (cristã), e ficaram fascinadas, pois naquela época a doutrina Zen não tinha grandes esperanças no pós-morte para as mulheres, tidas como pouco capazes para a obtenção de iluminação. Batizada com o nome Cristã de Gracia, morrendo durante a invasão de Ishida Mitsunari. A história de sua vida inspirou composições musicais de Bernhardt Staudt e Vicenzo Cimatti. Seu descendente Morihiro Hosokawa foi primeiro ministro do Japão.

6 - Mary Kenneth Keller

Primeira mulher a obter um doutorado em ciências da computação. Essa freira americana participou do desenvolvimento do sistema BASIC. Escreveu quatro livros sobre programação, fundou um departamento de ciências da computação na universidade de Clarke, onde trabalhou até morrer aos 71 anos. Defendia a inclusão de mulheres na computação, e o uso de computadores como ferramenta de educação.

7 - Rainha Clotilde da França

Nascida em Leão, quando seu avô, o rei, foi morto pelos bárbaros, um dos tios de Clotilde matou seus pais (seu pai foi decapitado, sua mãe atirada no rio atada a uma pedra) em uma disputa por poder. Clotilde casou-se com o Rei dos Francos, Clóvis, que era pagão apesar de respeitar a sabedoria do Bispo São Remígio. Seu primeiro filho morreu pouco tempo após o parto, tendo tempo todavia de ser batizado. Clóvis, comovido com a persistente mansidão e bondade da esposa, vendo seu reinado ameaçado pelas guerras, prometeu se converter ao Deus de Clotilde caso vencesse. Quando a batalha de Tolbiac terminou, Clóvis se ergueu cristão. A França viria a ser conhecida como a filha mais velha da Igreja. Clotilde sobreviveu vários anos à morte do marido e ajudou na construção de igrejas e mosteiros

8 - Katherine Drexel

Filha de uma família americana rica, Katherine fundava colégios para favorecer o aprendizado dos menos favorecidos (majoritariamente negros e indígenas em função do racismo na região). A Ku klux klan passou a ameaçar as freiras por meio de cartas, ameaçando ultrajes aos sacerdotes e bombas na capela. As freiras de irmã Katherine se reuniram em oração... Um furacão arrasou a sede da KKK, matando dois de seus membros. Irmã Katherine colaborou na fundação da Xavier University em Nova Orleans, mesmo sob o ataque de vândalos, e driblava habilmente as leis racistas da época, para garantir que nas suas capelas negros e brancos rezassem lado a lado.

9 - Kateri Tekakwitha

Primeira indígena norte-americana canonizada, contraindo varíola aos quatro anos, ela ficou órfã, com a visão muito debilitada, aleijada e deformada. Por se converter ao cristianismo ela foi posteriormente perseguida por sua tribo, buscando refúgio na Missão de Montreal no Canadá, para tanto tendo que andar duzentas milhas. Nunca perdeu a alegria de viver o amor por Deus, morrendo durante a semana santa, suas últimas palavras foram “Jesos Konoronkwa” (Jesus eu te amo). Seu testemunho é inspiração para milhares de pessoas.

10 - Irmã Dulce

Responsável pela construção do Colégio Santo Antônio para os operários de Salvador e suas famílias, e de um albergue para doentes. Viveu para obras de auxílio aos pobres. Desde os treze anos recebia pobres e mendigos em casa, tendo sua residência ficado conhecida como “A portaria de São Francisco”. Dezoito anos depois de seu falecimento seu túmulo foi aberto para que se estudasse seu corpo: as roupas ainda estavam conservadas, e o cadáver não cheirava mal.


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