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Por que São José é o maior exemplo para os homens?


Vivemos em tempos de confusão diabólica, nas palavras de irmã Lúcia. Todos os referenciais de conduta que se tinha ao longo dos séculos perdem-se no torvelinho de sentimentos e impressões contraditórias que caracteriza o homem contemporâneo. Já não se sabe propriamente o que fazer e de que modo fazê-lo. Tristes tempos, sem dúvida. As afirmações acima são válidas até mesmo para coisas naturais e sempre tidas inatas, como o ser homem ou mulher. Por todos os lados a masculinidade tradicional é atacada: de um lado, ataca-a o feminismo, que nela enxerga uma instituição opressora para as mulheres, para os homossexuais, para os animais, etc. – a lista é longa demais para ser colocada aqui. De outro, homens pretensamente másculos zombam do ideal cristão de virtude, pureza e monogamia, defendendo um retorno à moral pagã, no qual não se coloca qualquer limite nos desejos carnais. De um lado, a afeminação trazida pelo feminismo castrador; de outro, uma virilidade falsa, fundada em aparência e conquistas sexuais que só fazem escravizar a mente e o corpo, que não levam a outra coisa senão à luxúria desenfreada e à morte. O homem moderno, portanto, encontra-se entre a cruz e a espada. Ele deve ou ser feminista, renunciando a seu papel de chefe da família e de provedor e assumindo uma postura que não condiz com sua natureza, ou deve ser o conquistador barato que vive para satisfazer as paixões baixas com o maior número de mulheres possível. O que, então, fazer? Em primeiro lugar, reconhecer que ambas as opções que nos fornece o mundo não condizem com aquilo que propõe a Igreja. Como sempre, há descompasso entre o mundo e a Esposa de Cristo. Esta não deseja que os homens abram mão de sua masculinidade; não deseja que se tornem mulheres barbadas. Muito menos deseja que sejam depravados, mulherengos e canalhas. Nossa época desconhece por completo o que seja a virilidade. Cabe a nós, tal qual os profetas de outrora, trazer aos olhos de nossos contemporâneos as verdades de que se esqueceram – ou pior, que preferem não ver. A história sagrada nos dá o exemplo supremo de homem: Nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo perfeitamente humano e perfeitamente divino, é como que a própria virtude encarnada, servindo de modelo para todos os homens (e também mulheres) de todas as épocas. Era simples como a pomba e astuto como a serpente (Mt 10,16); tinha palavras de doçura aos atribulados (Mt 11,28) e de santa ira aos ímpios (Jo, 12,13-25); fazia-se tudo para todos, para salvar a todos, no que o imitou o Apóstolo (1 Cor 9,22) e se entregou à morte para o resgate de muitos. Eis aí o Homem por excelência! Podes, contudo, objetar-me no que digo e afirmar: “tomas por exemplo o homem-Deus e queres que o imitemos! Mas ele era de condição divina! De que maneira poderemos ser como Ele? Dá-nos um exemplo que seja mais próximo de nós, para que possamos imitá-lo“. Ao que respondo: dou-te tal exemplo com muito gosto. Ite ad Joseph! Dou-te São José como modelo de homem justo a se seguir, e, se em tudo o imitares, certamente hás de crescer de forma prodigiosa na intimidade com Nosso Senhor e com a Virgem Santíssima. Dentre os patriarcas, o maior, toma-o por patrono e buscar ser o que ele foi.

Vê, primeiro, em que consistiam a bondade e justiça de José (Lc 23,50): era homem temente e obediente a Deus. Pensou em secretamente despedir a Virgem, mas, recebendo o anúncio do anjo que aquilo tudo era obra do Espírito Santo, calou e assentiu com a vontade divina. Da mesma maneira, na fuga para o Egito: não contestou a ordem que lhe era dada, mas seguiu resoluto para a terra do Faraó, levando sob sua tutela sua esposa e o menino Jesus. Assim como José, filho de Jacó, Deus lhe comunicava em sonhos Seus desígnios, aos quais ele sempre obedeceu. Nota que, em toda a Escritura, não se vê uma palavra de São José: sua obediência o fazia, calado, cumprir a vontade divina. Como somos diferentes dele, no entanto! Se percebemos que Deus nos pede algo, como demoramos a fazê-lo! Quantas vezes Ele nos diz: “filho, abandona este vício, aquela ocasião próxima de pecado o quanto antes, se não, perecerás“. Fazemos ouvidos moucos para Deus, ainda que Ele nos fale claramente. Para os santos, cumprir a vontade de Deus é como o alimento: absolutamente indispensável. Que possamos imitar o glorioso patriarca nesse aspecto.

Em segundo lugar, percebe a vida de oração profunda que mantinha este santo varão. Convivia com Jesus, que é Deus, e dirigia-lhe palavra constantemente. Ora, não é a oração a direção da alma a seu Criador? São José, portanto, estava constantemente orando, mesmo enquanto trabalhava – afinal, trabalhava com Jesus em sua oficina – ou repousava – porque o homem de família encontra repouso em sua esposa e filhos. Vivia uma vida de plena comunhão com Deus, sem nunca descuidar de seus afazeres, necessários ao sustento da Virgem Maria e do Filho de Deus. É por isso que diz dele Santa Teresa de Jesus: “quem não achar Mestre que Ihe ensine a orar, tome este glorioso Santo por mestre, e não errará no caminho”. De fato, a vida de oração dos que vivem em meio ao mundo deve ser exatamente como a de São José: constante e capaz de encontrar Deus em todas as atividades. Tudo que não leva a Deus ou não se Lhe pode oferecer é vão. Se não podemos levar, por conta de nossa vocação, vida retirada na contemplação do claustro, busquemos contemplar a Deus naquilo que nos cerca, pois Ele habita em toda parte e está presente em todo lugar. Os dois conselhos acima servem a qualquer cristão, pois podem ser postos em prática independentemente de qualquer coisa. São José, contudo, era um pai de família e, por isso, seu exemplo é especialmente útil aos homens, sejam eles celibatários ou aspirantes ao casamento, pois todos são chamados à paternidade, seja ela natural ou espiritual. O pai do menino Jesus era casto, assim como devem ser castos todos os homens, não importando o estado de vida que adotem. Sua continência foi exemplar e serve como rocha na qual nos podemos firmar numa sociedade cada vez mais sexualizada, para não dizer pornográfica. É uma marca das sociedades decadentes a fixação com o gozo dos sentidos, mas esta só leva a maior deterioração do tecido social já putrefato. É preciso resistir heroicamente. Além de casto, era viril, porque aceitou os sacrifícios que lhe impunha sua vocação, e o sacrificar-se é como que a essência mesma da masculinidade. Tanto é assim que o modelo de homem exaltado em todos os tempos, exceto nos nossos, em que o gozo da vida é o único fim a que se aspira, foi o daquele que se entrega pelo bem de outrem. O soldado grego antigo que tombou em batalha e o homem moderno que se desdobra no emprego para sustentar esposa e filhos são louvados pelo mesmo motivo: porque foram altruístas e, guerreando contra um mundo hostil, mantiveram sãos e salvos aqueles que amavam. Fica demonstrado, portanto, que castidade e virilidade andam juntas, e é a esse ideal que devemos, enquanto homens, aspirar. As considerações aqui feitas, apesar de breves, podem ser úteis àqueles que procuram um modelo de homem a imitar. São José é o patriarca por excelência e devemos tomá-lo por patrono e intercessor, especialmente nesses tempos difíceis em que os homens já não são homens. Dirijamos súplicas a tão grande santo, pedindo-lhe que nos ensine a amar Jesus e Maria como ele os amou, de nos sacrificarmos por eles como ele se sacrificou. Glorioso São José, ora pro nobis!


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