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5 Exemplos de católicos que combateram os erros de suas épocas


São José Sanchez Del Rio

                  Em 1926 o presidente maçom Plutarco Elías Calles promulgou a infame lei que levava seu nome. Esta visava proibir os padres de usarem batina, a Igreja de possuir imóveis ou meios de comunicação (ou mesmo de ordenar padres estrangeiros, ou de expressar sua fé fora do templo), além de restringir críticas ao governo e suas leis. A população católica, atacada em seu direito de expressão da fé se levantou contra o governo, inicialmente em resistência pacífica, mas depois em luta armada. Um destes soldados era o pequeno José Sanchez Del Rio, que não podia participar da luta armada em função da idade, sendo apenas um porta estandarte. Quando foi capturado, seu padrinho de Primeira Comunhão, que havia traído a Fé em favor do presidente, ordenou seu assassinato após tentar de todas as formas fazê-lo apostatar (promessas de melhores estudos e viagens ao estrangeiro por exemplo). Ainda na cadeia, matou os galos de briga do governador, visto que estava detido em uma paróquia que as tropas do Estado haviam transformado em Granja. Em uma demonstração singular de sadismo de seus algozes, as solas de seus pés foram arrancadas, e ele caminhou ao local de seu martírio enquanto apanhava. Morreu bradando “Viva Cristo Rei e viva a Virgem de Guadalupe!”.

São Pancrácio

“Apesar de minha aparência ser a de um menino, o meu coração é de um homem. Para nós, cristãos, por força de meu Senhor Jesus Cristo, a sua arrogância não é nada, e os seus deuses são impostores”. Assim falou Pancrácio aos quatorze anos de idade. Órfão de pai e mãe, Pancrácio viveu durante a época do imperador Diocleciano, conhecido pelos cristãos como “O Dragão do Inferno”, por promover violentíssimas perseguições e insistir em ser chamado por todos os seus súditos de deus et dominus (deus e senhor) além de Jovis (nome do deus romano Júpiter). Pancrácio era amigo do Papa Marcelino, que o admirava por sua piedade, foi preso pelo Império junto com seu Tio Dionísio. O tio foi prontamente decapitado, mas a Pancrácio (cujos pais tinham sido amigos de Diocleciano) ele tentou dissuadir por meio de mentiras e ameaças. Foram inúteis. O jovem foi martirizado.

Servo de Deus Jerome Lejeune

                  Numa época em que as origens da Síndrome de Down eram envoltas em mistério, os pais dessas crianças sofriam com o preconceito da população, que associava maldosamente e sem qualquer fundamento a condição dos filhos a doenças sexualmente transmissíveis. Esse pesquisador rastreou a origem da síndrome para sua causa cromossômica (também da síndrome do Frágil X e da do Miado do Gato). Muito contente com o progresso que tinha alcançado, Lejeune foi surpreendido pela carta de um rapaz com Down: estavam se valendo de sua descoberta nos diagnósticos pré-natais para abortar todos os portadores. Quando Jerome assumiu a defesa dos portadores, seus filhos passaram a sofrer assédio moral, e eram vistas pichações na sua vizinhança: “Lejeune e seus monstrinhos merecem morrer”. Ele que era um geneticista premiado com o William Allan Award perdeu o financiamento, foi atacado pela imprensa, seus antigos colegas já não o reconheciam. A consolação veio na pessoa de Karol Woytila, que o apontou como titular da Pontifícia Academia para a vida. Faleceu na páscoa de 1994, e em 1997 o Papa João Paulo II pessoalmente insistiu em rezar diante de sua tumba, acompanhado de sua esposa, filhos e netos.

Servos de Deus Daphrosa e Cipriano Rugamba

                  Ele era um artista conhecido e ela uma professora, tinham um centro para alimentar crianças de rua na cidade de Kigali. Em 1994, em Ruanda, uma guerra civil racial levou ao massacre de Tutsis pelos Hutus. O casal de leigos católicos Daphrosa e Cipriano Rugamba, pais de dez filhos, trabalharam arduamente pela reconciliação das etnias, pedindo encarecidamente ao presidente que parasse de colocar a identificação da raça nos documentos de identidade. Foram advertidos que esse tipo de comportamento era perigoso. Foram abatidos por atiradores com seis de seus filhos, enquanto adoravam o Santíssimo Sacramento. Viveram para promover o bem e a vida, quando em seu país se via ódio e fora dele se via indiferença.

Santo Atanásio de Alexandria

“Se o mundo for contra Deus, Atanásio será contra o mundo”, esse antigo adágio explica muito bem quem era esse padre. Nascido em 296, foi de inestimável ajuda para seu mestre, Santo Alexandre, durante o concílio de Nicéia, para desgosto dos arianos, que ao contrário dele defendiam que Jesus não era Eterno ou da mesma substância do Pai. Atanásio vigorosamente dispersou suas noções perversas, lembrando que: No princípio era o Verbo (Jo 1,18), que tudo foi feito por meio de dele (Jo 1,3), que Jesus é o mesmo ontem hoje e sempre e pela eternidade (Hb 13,8), além de muitas outras provas bíblicas e de bom senso. Os Arianos continuamente apelaram aos imperadores cada vez que Atanásio retornava de um de seus exílios (um dos quais ficou vivendo em uma cisterna seca), tendo ele de fugir cinco vezes de Alexandria. Faleceu aos 77 anos, é Doutor da Igreja. A história da Igreja seguiu, mas sempre marcada pelo débito que tinha com Atanásio.

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