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A vida de uma família númerosa


O amor há de se manifestar por diversas formas, das mais exuberantes às mais humildes. Consideremos, por exemplo, a materialização do mais profundo sentimento entre homem e mulher que se dá na figura de um filho: uma criatura pequena, mas que carrega consigo uma imensurável pureza espiritual. Assim, por meio dele, se concretiza a família, um dos maiores de todos os projetos de Deus. Com o amor de duas pessoas - um homem com sua fortaleza e uma mulher com sua docilidade - nasce um belo legado para o futuro.

8 de abril de 1989, uma data histórica. Efeméride ao qual duas pessoas deram seu “sim” para Cristo e se tornaram uma só carne, um só coração e uma só alma. Adalberto e Isabel, jovens com apenas dois anos de namoro, aceitam caminhar juntos com Cristo e se casam. Como se já não bastasse a alegria da união matrimonial de viverem um para o outro, em pouco tempo Deus mandou um presente. O primogênito chegara: André, o apóstolo contemporâneo. A alegria era imensa, mas Ele mostrou que a caminhada seria maior.

Algum tempo mais tarde, o companheiro de batalha, Rafael, nasce para auxiliar o irmão neste árduo caminho. Posteriormente, a vinda de outro ainda mais especial haveria de encher a casa de felicidade, Ítalo vem ao mundo. Com deficiência física congênita, trouxe algumas dificuldades à família. Este ambiente propiciou a todos a oportunidade de se doarem em abundante amor, concedendo, principalmente aos pais, a oportunidade de torna-los especiais assim como o terceiro filho. Devido essas circunstancias, o hospital passou a ser o lar dessa família. Ao findar desta grande batalha, o amor triunfou. Ítalo finalmente pôde ir para sua verdadeira casa e viver no seio familiar.

Pouco tempo depois, mais uma surpresa lhes aguardava, a notícia da vinda de não somente mais um, mas de dois presentes de Deus: Lucas Miguel e Leandro Gabriel. Agora, já eram cinco filhos que compunham o corpo dessa linda família.

Nem tudo, entretanto, eram rosas: alguns sacrifícios tiveram que ser feitos. Isabel escolheu abandonar o emprego para cuidar de seu "time de futebol". Nessa altura, o mais velho tinha 7 anos e os dois menores tinham apenas 11 meses. Tal decisão se mostrava realmente necessária. Apesar de gostar muito de trabalhar fora, acima de tudo Isabel amava ser dona de casa e mãe. Acordava todas as manhãs e pensava: "Que alegria ter cinco filhos". E quanto ao pai, nas brincadeiras com as crianças, especificamente no jogo de futebol, pensava: "Trouxe meu time para jogar: Eu e meus cinco filhos homens”.

Depois de um breve fôlego, dez anos se passaram e esses corajosos pais, com mais de 40 anos de idade, davam a oportunidade para a vinda de mais uma preciosidade. Seu nome era Davi. Logo após, Eduardo entrou no mundo para completar os artilheiros de Cristo! Isabel, já mãe de incríveis sete filhos homens, não tinha mais o luxo de poder pensar somente em si; priorizava seus extraordinários filhos advindos de Deus.

Seu chamado repousava na necessidade inexorável de se doar completamente ao amor através da maternidade, sempre espelhando-se na Virgem Santíssima. Nas madrugadas em que seu bebê chorava por fome, ela sentia o desejo de abrir a janela e olhar para o céu enquanto o amamentava, buscando agradecer ao Pai a graça de criá-lo em seus calorosos braços e louva-Lo pelo alimento de cada dia para que pudesse satisfazer suas pérolas.

Com a vida em andamento, Isabel partiu para uma nova etapa. Depois de ter se formado em Letras na USP, segue rumo a segunda faculdade: Pedagogia. No seu primeiro dia de aula, a mãe se depara com um difícil dilema: em seu coração, pressentia que a família ainda precisava muito dela, então pensou em voltar atrás. No momento que fechava o portão de sua casa, visivelmente triste e em prantos, acabou retornando certa de sua prioridade como pilar familiar. Qual foi sua surpresa? Seu filho Lucas olhou no fundo dos seus olhos e a encorajou, junto de sua família, para seguir em frente e se formar naquilo que ela mais desejava e havia lutado tanto. Ela, impelida de ânimo, chegou atrasada no primeiro dia de aula. A apresentação dos alunos já havia sido feita. Com sua chegada, o professor pediu para que ela se apresentasse à sala brevemente; um tanto envergonhada, então, mencionou que possuía uma família numerosa de sete filhos. A reação da classe, entretanto, foi inesperada. Houveram deboches, chacotas e risos maldosos, levando-a a concluir que seu trote já havia sido aplicado... Tal guerreira, porém, não se intimidou ao se deparar com tamanho desrespeito. Dentro de seu coração, havia a última imagem do rosto filial que havia deixado no portão. A chama ardente não se apagaria mesmo em meio a todo aquele caos.

Três anos depois, outra façanha é alcançada. Isabel é classificada em trigésimo lugar no concurso de professora municipal de São Bernardo do Campo. Esse fato mostrou a necessidade de antecipar sua colação de grau para que pudesse assumir o cargo. No dia em que recebera seu diploma, voltou para casa cheia de alegria e quem a esperava foi o mesmo rosto do dia em que saiu para seu primeiro dia de aula. Mais uma etapa da havia sido cumprida!

Onde ficou Adalberto em meio a tudo isso? Escondido, como José, nas madrugadas suadas depois de uma noite inteira de trabalho. Poderia escolher descansar em suas manhãs, mas preferia estar na presença de seus filhos e saborear a infância dos pequeninos.

Quando caminhamos em sintonia com os sonhos de Deus, os propósitos que Ele tem para nós vão sendo concretizados ao longo de nossas vidas. Adalberto sempre teve o desejo de ter um lugar dentro da igreja, onde a família toda estivesse junta. Esse desígnio fora realizado através de outra família, constituída por Benedito e Maria Leonor Gattolini (Benê e Nonô), com seus cinco filhos. Por meio do perdão, a Comunidade Católica Famílias Novas do Imaculado Coração de Maria fora projetada e fundada. Nesse pequeno pedaço do Céu, podemos ratificar que inúmeras outras famílias são frutos dessa obra, a exemplo de Adalberto e Isabel.

O envolvimento familiar com a Comunidade fora tão grande que a primeira Domus Jovem ocorrera em sua casa. E assim, o sonho e o amor do casal fundador refletiu na família Cazita, além de muitas outras. A alegria fora tanta de poder viver em união com a Igreja, que não poderiam guardar tal deleitamento somente para si, mas sim compartilhar criando histórias dentro do carisma.

Há quase 12 anos, participam ativamente traspassando em suas faces um sorriso de verdadeira alegria e um amor ardente pela obra. Apesar de saberem que o caminho com Cristo não seria fácil, eles acreditavam que sempre poderiam confiar em Seus desígnios, mostrando-os que a comunidade veio para completar suas vidas e transformar sua família, a exemplo da Família de Nazaré. Ao longo do tempo, a família Cazita conseguiu sonhar com Deus, serem numerosos, aceitando com amor todos aqueles enviado por Ele mesmo em face das dificuldades não só financeiras mas também sociais.

Seguir a Cristo através do matrimônio exige coragem, decisão e, acima de tudo, amor incondicional aos filhos confiados por Ele. Ao final de tudo, um retrato da mesa de oito lugares que Adalberto sempre imaginara no início de sua vida com Isabel, hoje é preenchida na sua totalidade e ainda com um lugar a mais; ou seja, além de suas maiores expectativas.

#Família

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