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Como Nossa Senhora conquistou Deus?


O começo de um relacionamento sempre comporta uma série de condutas que têm como objetivo atrair e conquistar a pessoa querida. As mulheres colocam suas melhores roupas, fazem as unhas, maquiam-se; os homens procuram contar histórias interessantes, ser engraçados e demonstrar segurança. Ambos pretendem com isso destacar uma determinada característica própria suficiente para despertar a atenção do outro e conquistá-lo. Para saber o que atrai o outro, procuram informações suas no Facebook, perguntam para amigos e pessoas próximas, enfim, fazem de tudo para não fazer nada que possa afastar a pessoa pela qual se interessa.

Aparentemente, o começo deste texto não tem nada a ver com o mistério a ser meditado aqui: a Anunciação do Anjo Gabriel a Maria. Mas se lembrarmos de uma das invocações de Nossa Senhora certamente a pertinência do primeiro parágrafo será esclarecida: Maria é Esposa do Espírito Santo. Maria é criatura de Deus, criada por Ele, portanto, Ela é Filha de Deus Pai; Maria, por outro lado, gerou em seu ventre o Verbo Encarnado, portanto, Ela é Mãe de Deus Filho; mas a fecundação do Verbo Encarnado não ocorreu como costumam ocorrer todas as outras fecundações: Maria foi fecundada por obra do Espírito Santo, e, portanto, é Esposa do Espírito Santo.

A razão de muitos relacionamentos e até casamentos não “darem certo” certamente é porque o casal, nesse processo de conquista, focou nos atrativos errados e esqueceu-se daquilo que é realmente importante para que um relacionamento perdure. Se um homem começou um namoro simplesmente porque achou a mulher bonita, certamente esse relacionamento não durará muita coisa. Como diria Nelson Rodrigues, “a beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual”. O homem deve procurar na mulher as virtudes e qualidades que possam sustentar uma relacionamento saudável.

A mulher também. Se ela começou o namoro porque o sujeito é rico, bonito ou boa pinta, ela começou pelos motivos errados, e a chance desse relacionamento terminar em pouco tempo é grande. Isso porque os sentidos enganam. Um apego excessivo ao exterior faz com que nos esqueçamos do interior e tomemos decisões erradas.

Esses erros normais cometidos por nós, criaturas manchadas pelo pecado original e com tendência a cair em erro atrás de erro, não poderiam ser cometidos por Deus. Se tivéssemos a onisciência e a onipotência divinas, certamente escolheríamos a melhor mulher para casar e não seríamos enganados por nossos sentidos e inclinações. Seríamos atraídos apenas por aquelas coisas que realmente devem causar atração.

Deus, quando decidiu se tornar homem, decidiu também que nasceria duma mulher. Para isso, era necessário que Ele se cassasse com uma mulher, que escolhesse uma entre tantas as outras para ser fecundada por meio de Sua onipotência. Houve uma que o atraiu. Uma a que Deus não pôde resistir: a Virgem Maria.

Mas o que atraiu tanto Deus em uma criatura humana? Foi a beleza da Virgem? Decerto, a Virgem Maria deveria ser a mais belas de todas as criaturas, mas, Deus, que é a beleza em Si, não se sentiria atraído a Ela apenas por isso. Seriam as virtudes de Nossa Senhora? Talvez. Maria, concebida sem pecado, era perfeita e possuía todas as virtudes. Era paciente, bondosa, casta, corajosa, temperante etc. Mas é difícil acreditar que Deus, a perfeição em Si, sentir-Se-ia atraído por elas, já que Ele é as tem todas em abundância.

Santa Terezinha vem ao nosso auxílio e nos ajuda a desvendar esse enigma. Em um dos seus últimos poemas, Santa Terezinha se espanta com o grande mistério que fez Deus descer dos céus para habitar no seio de uma Virgem, como se o próprio Deus preferisse habitar nesse seio do que na alegria do céu: “Compreendo que tua alma, Imaculada Virgem/ Seja mais cara a Deus que o próprio céu divino”.

Qual seria a solução para esse enigma? O que fez Deus preferir o seio da Virgem do que o próprio céu? Santa Terezinha nos responde: “Como te amo, Maria, ao declarar-te serva/ Do Deus que conquistastes por tua humildade”(grifos nossos). Ai está a razão para que Deus se sentisse atraído e seduzido por uma simples mulher: a humildade da Virgem Maria.

A humildade é a virtude que nos faz reconhecer nossa pequenez diante de Deus; é a virtude que nos esvazia de nós mesmos. Quem não é humilde, está cheio de si, de suas opiniões, de seu modo de ver o mundo, de suas posses e de suas conquistas. O humilde esvazia-se completamente, pois sabe que não pode se igualar a Deus. Foi o que fez Maria na Anunciação do Anjo Gabriel.

O Anjo, quando anunciou que a Virgem seria mãe de Deus, certamente causou um certo incômodo em Maria. É o que o Evangelho de São Lucas diz: “Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação” (Lc 1, 29). Certamente, Maria poderia opor questões em relação ao aviso do Anjo. Poderia perguntar o que aconteceria com sua vida se dissesse sim; como São José reagiria; se ela sofreria muito por ser Mãe de Deus. Mas não; Maria não perguntou nada disso. Esvaziou-se completamente de si e confiou inteiramente em Deus Onipotente. E essa é a virtude da humildade que seduziu o Todo-Poderoso para habitar no seio de uma Pequena Virgem.

Da mesma forma, nós devemos seduzir Deus para nossas almas, devemos atrai-Lo como a Virgem Santíssima. E fazemos isso da mesma forma que Ela: pela virtude da humildade. Esvaziando-nos de nossos conceitos, opiniões e posses para confiar inteiramente em Deus. Reconhecendo-nos pequenos e pecadores, para que Deus tenha misericórdia de nós e Se digne a habitar em nossos corações.

Que Nossa Senhora da Anunciação nos ensine a viver humildemente para que Deus venha morar em nós. Assim seja.


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